Cresci rápido demais e esses meus 86 anos que parecem ser 20 e tantos já carregam tanta coisa, tanta coisa boa e tanta coisa que passou. Lá se foram os tempos, vão chegando outros.
Stop! Faça o tempo parar, faça a roda parar de girar ou girar mais devagar, moço.
Os Dezembros chegam cada vez mais rápido, logo serão 87! E esses 20 e poucos te enganam. Mas olhe no olho, converse um tempo, ouça, aqui tem mais guardado do que exposto. O eu oculto é maior e, sim senhor, é maior e bem mais feio.
Logo serão 88, mais Natais, mais Dezembros, mais.
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22 novembro, 2016
24 maio, 2014
Sobre os finais
E embora todos digam "não, não tenha medo de recomeçar", não juram que não terá um fim. Os fins são tão certos quanto um dia daqui partir, eles vão existir e a dor de recomeçar sabendo que, cedo ou tarde, será fim, não é nada atraente para quem não quer ver o final.
A ultima palavra, o ultimo olhar, a doída hora em que um vira as costas, fecha a porta e vai...vai como se nunca tivesse chegado, como se tudo fosse um sonho do qual deve-se acordar as sete da manhã.
Por mais que exista tempo para buscar o novo lugar, o novo tudo...sempre vai haver a certeza de que a porta se fecha em algum momento. O momento do fim dói, não é por nada não, senhor, mas dói. E a menina aqui não quer saber dessa dor.
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