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20 julho, 2018

Criando céus

Olhe o céu...olhe o chão.Não acompanho as regras, falho e tropeço a cada instante, tentando olhar pro céu e lá chegar, encontro as pedras no chão e caio. Falho e tropeço sempre, vezes por que faz parte de mim, vezes porque faz parte do aprendizado. A vida que a gente luta pra viver nos faz conhecer o chão, as vezes, conhecer o céu. Ambos ensinam, ambos chegam até nós. Busque viver, só viver. Aprendendo, pegando as pedras do chão, olhando sempre para o céu. É lá onde dizem que vamos nos encontrar...é lá onde todos querem chegar. Crie seu céu aqui, aqui mesmo no chão. Se deixa falhar, mas conserte, conserte de novo até que esteja próximo do céu. Opostos, céu e chão. Nós aqui, céu e chão dentro de nós. Dias acordando como céus e indo deitar sendo chãos, ou encontrando o céu num dia que parecia ser só chão.

29 janeiro, 2017

Procurando o brilho no olhar, o coração pulsante e o sorriso sem motivo

O que te faz feliz? De verdade, de coração, de brilho no olho e sorriso sem motivo?
O que você faria de graça, sem pedir nada em troca?
O que sem recompensa te faria bem? 
Aquilo que teu coração diz é muito além do que a cabeça prega. Tudo aquilo que vivemos, as travas que tivemos, as crenças que temos, a sociedade em que vivemos, tudo isso breca nossa vontade de qualquer coisa! Se a vontade é arriscada, se a vontade foge do padrãozinho mixuruca que "temos" que viver, tá errado! Ai jogamos litros de água fria na vontade...ela se vai e continuamos, no fim da fila, esperando uma faísca de felicidade, porque...deixamos escapar o tsunami de felicidade que poderíamos viver, quando a vontadezinha veio com tudo (mas como sempre) você deixou passar porque "era feio", "era cedo demais", "era tarde demais", "era arriscado demais", "era maluco demais". Aprende que a vontade é algo mais grandioso, a vontade é algo como universo, luz, Deus, (ou o que quiser dar o nome), sussurrando pra você: "vaiiiiii que é agora e se joga". Deixe-se ouvir, permita-se ser guiado pela vontade do coração. A mente é traiçoeira, prega peças e é medrosa. A vontade é luz, é verdade, é amor. 

22 novembro, 2016

86, quase 87

Cresci rápido demais e esses meus 86 anos que parecem ser 20 e tantos já carregam tanta coisa, tanta coisa boa e tanta coisa que passou. Lá se foram os tempos, vão chegando outros.
Stop! Faça o tempo parar, faça a roda parar de girar ou girar mais devagar, moço.
Os Dezembros chegam cada vez mais rápido, logo serão 87! E esses 20 e poucos te enganam. Mas olhe no olho, converse um tempo, ouça, aqui tem mais guardado do que exposto. O eu oculto é maior e, sim senhor, é maior e bem mais feio.
Logo serão 88, mais Natais, mais Dezembros, mais.

05 julho, 2015

E o que é alegria?

E nesses dias normais, que um ser humano normal, tal qual eu sou, anda num ônibus, dá pra analisar muito bem o que é aquela coisa de ser feliz.
Vi um casal, esquisito, para os normais. (péra, quem é normal, quem é diferente). Ele, todo esquisito, ela mais ainda, os dois felizes. É isso.
Noutro dia, fui ao banco, um dia frio, bem frio. E na entrada um casal de hippies faziam colares de fitas coloridas, cantavam, sentados no canto da entrada do banco, como se ali fosse a melhor cama do mundo, no seu maior e mais possível aconchego.
E acho que existem hippies, mendigos, sozinhos, todo o tipo de gente feliz. Assim como existem milionários, donos de tudo, nadando na grana, também felizes. E gente como eu, como você, cada um com a porção de felicidade que tem, dando o máximo que pode pra aproveitar, se doando, sendo feliz onde e como quer que seja. Ah, pare então se se fazer de coitadinho e vá ser feliz, do modo que pode, do modo que dá. Joga fora aquela frase "mas quando eu..., e quando eu tiver...e quando vier..." Praxe dizer, que esse dia pode nem vir e ai você vai estar com cara de trouxa, com seus 87 anos, esperando o tal dia da grande felicidade, que rá, você não quis tentar enquanto você ainda não tinha, quando ainda não era, quando ainda não vinha. E o tempo passou e tudo continuou sendo igual. Vai vai vai...

[....] hoje o tempo voa amor, escorre pelas mãos!

23 abril, 2015

Sobre os meios, metades, mornos...


Há quem diga que sou hora mulher, hora menina.
E muito embora tenha, ao longo da vida, colecionado histórias interessantes sobre como eu lido com algumas situações, tô bem, tô bastante bem agora. Talvez eu mude um dia, talvez seja rápido, talvez não, mas se conhecer melhor é o melhor remédio. Ando me conhecendo bastante, ando despertando, alguns "fleshes" de consciência vem se fazendo. E cara! Faz sentido!
Faz sentido entender alguns "porquês", faz sentido entender que seus "porquês" são assim e não "assado".
E como diria uma pessoa que passou por minha vida "Saia de perto das pessoas que não lhe deixam se conectar, com aquilo que de fato você é". Ando me desconectando...
No sentido de não querer mais que faça sentido. No sentido de que, se eu tenho vontade de algo e se há alguém ou algo atrapalhando essa vontade de se realizar, esse algo ou pessoa, não deve estar ali.
Nunca fui de gostar dos meios, metades, dos mornos. Sempre preferi o 80 ao 8. Até tive fases onde me contentava com a metade, com o meio lá meio cá, porque era o que eu queria fazer, porque era onde eu queria estar. E a vontade passou e a fase passou (ainda bem, porque metades não fazem inteiros).
E é melhor estar inteiro vazio do que metade cheio. Porque o metade cheio se convence de que aquela metade tá legal, tá bem.
- NÃO. Não pra mim.
Prefiro o inteiro vazio, se for pra escolher entre esses dois. Claro, quero sempre o cheio inteiro, transbordando, escorrendo, huhul! Mesmo que seja por pouco tempo, mesmo que seja breve, que seja cheio, que seja "de verdade".
Ultimamente tenho tirado os meios, metades e mornos da frente. Independente de quais coisas sejam, pra fazer acontecer, é preciso entrar de cabeça e sentir. E que bom se não gostar do que sentiu. Valeu a pena a tentativa, saímos bem, sabendo que o vazio é melhor do que esse todo cheio, mas aprendemos. E todos estamos aqui, nesta dimensão, pra aprender, experimentar, falhar, acertar...e eu, eu estou pra encontrar os cheios,os inteiros, os quentes.

09 novembro, 2014

Pensando alto


[...] Aí está aquele vendaval todo, te esperando na porta, pra te revirar inteira, como num liquidificador...só confusão e mais nada.

...Deitada na cama, pernas pro ar, cabeça nas nuvens. Maísa estava pensando...Aliás, pensar era o que ela realmente tinha feito nos últimos tempos, como um matemático maluco resolvendo um problema sem fim, era ela, pensando e tentando resolver "problemas sem fim".
Nada em particular, mas...os problemas que o mundo tem, não eram mesmo os problemas dela, mesmo que ainda sim, ela pensasse neles.
O que é mesmo, em comparação, o problema da água na Terra, ou a violência nas ruas, ou a doença de muitas pessoas...Não era nem sequer uma faísca de problema, era só uma coisa a se pensar.
Quanto mais se pensa, mais se enrola no pensar...
- Melhor parar de pensar, a cabeça já dói.

Algumas vezes não há solução pras questões da vida, às vezes elas se resolvem por si só, outras se desfazem, pra dar lugar a outras preocupações. Depende do tempo, da época...Nada dura pra sempre, nem as questões sem solução.

Contrata-se um bom matemático, que talvez saiba resolver essas questões da alma usando os números e as fórmulas...mas enquanto isso, Maísa pensa.