22 novembro, 2016

Maísa, Maísa

Maísa era, Maísa é!
Maísa será?
Maísa, Maísa, Maiza!?
Não quero por teu nome no jogo,
Mas nesse acaso e caso todo que eu te conto...
Nessa prosa e verso que nem eu mesmo entendo...
Ainda quero te contar cada segundo da vida,
Pra partilhar, contigo, Maísa
Todo o meu amor (clichê) amor,
Ou raiva ou ódio, seja o que for
Mas ainda sim, prefiro partilhar amor.

De Maísa, pra você! Beijos de longe !

Te olhava.

Ele tinha olhos claros, olhar calmo. (Ele agradeceu). E eu havia me encontrado num sentimento conhecido, novo agora e por aquele que eu não conhecia, trocava palavras, idéias e admirada entre os pixels. Só olhava...e imaginando como seria a forma viva daquilo que já vivia em minha mente. Não era inverno, mas estava frio, chovia e tudo que eu mais queria era fechar os olhos e dormir, pra imaginar e sonhar com as coisas que aqui na vida, eu ainda nao tinha.

86, quase 87

Cresci rápido demais e esses meus 86 anos que parecem ser 20 e tantos já carregam tanta coisa, tanta coisa boa e tanta coisa que passou. Lá se foram os tempos, vão chegando outros.
Stop! Faça o tempo parar, faça a roda parar de girar ou girar mais devagar, moço.
Os Dezembros chegam cada vez mais rápido, logo serão 87! E esses 20 e poucos te enganam. Mas olhe no olho, converse um tempo, ouça, aqui tem mais guardado do que exposto. O eu oculto é maior e, sim senhor, é maior e bem mais feio.
Logo serão 88, mais Natais, mais Dezembros, mais.

22 junho, 2016

Dá licença pra eu sonhar!

Moço, licença pra eu sonhar! Por a cabeça no travesseiro ou encostar na janela do ônibus, olhando assim, com aquele olhar bem distante, imaginando tudo aquilo que eu queria ser, tudo aquilo que eu queria que (nos) acontecesse.
Moço, me dá licença, porque o mundo tá todo aos avessos que eu não faço mais questão de lhe entender! Quanto mais eu paro, penso e reflito, menos torto fica (mentira), mais torto ainda sim fica.
Me deixa do jeito que eu tô, sem frescuras, indo e indo, só indo. Vendo o fim do arcoiris (arco irís? arco-íris?).
Seu moço, tava tudo indo tão bem, mas eu nem me lembro onde foi que eu deixei o fio da meada. Aí, seu moço, tudo mudou. Continuou bem, mas sabe...nem tão bem. Acho que foi o calendário passando, foram as águas rolando (clichê), foi...foi, foi eu quem mudou, eu já não sou mais a mesma depois de toda aquela água que rolou, depois de todos os vários 365 dias que passaram, a água passou e eu também. E aí, moço, quando passa, a gente muda. Muda tanto que por um segundo acha que o mundo está diferente e (não!), não está, quem está diferente é você (piscadinha ;] ).
É, eu sei moço, como é bom também sentir que o diferente é bom, se permitir, achar as soluções, não ligar pras águas e pros dias, afinal eles vão passar, de qualquer jeito.
Moço, licença pra eu voltar pro meu sonho, aqui. Pra pensar e criar aqui dentro a realidade que eu quero, pensar nos sentimentos que eu quero, sonhar os sonhos (clichê dois) até adormecer. Porque enquanto eu estiver sonhando, moço, eu também estou vivendo. Então, licença, porque eu vou aqui fechar meus olhos e viver meu mundo, onde tudo acontece, onde tudo começa e vibra coisa boa em nossa direção.

03 junho, 2016

Não!

Tenho andado meio torto, meio longe, meio incrédulo. Ouço conselhos, vozes, piadas. Não sei de onde vem. Tenho andado meio abafado, meio estranho, um pouco calado. Alguma coisa me trava a voz, não grito, sussurro. De medo, de amargo, de não ter. 
Tenho andado um pouco lá, pouco aqui. O pouco que tenho é o bastante pra ti? 
- Não me incomodas, Rian, que tenha andado assim.
- Não, Maísa?
- Não.
Deu de ombros e foi. Por hora, se importava só com ela mesma. Uma única vez, deixou se de se levar pelas dores dos outros. Uma única vez, foi ser ela mesma e só.

28 maio, 2016

O risco de viver

Aquela dor não passa e a cicatriz ainda persiste em cima da pele, fazendo questão de alertar.  Foi  tão intensa quanto, tão cortante. E ai tentou se curar, amenizar a dor, apagar as marcas. Não foi capaz, curava fazendo escorrer pelos olhos um pouco do que lhe transbordava por dentro, não era firme, não era forte, não era mais nem melhor, era pequena, era frágil, era normal.  A cicatriz nunca se vai, mesmo que vá, inda há lembranças, ainda restam os medos, as fragilidades, quem sabe seja uma forma de lhe dizer: menina, se dê o direito de chorar, de por pra fora. Marcas vão ficar, criamos marcas todos os dias, umas mais fundas, outras mais rasas, lidamos com as marcas do passado, lidamos com o medo de se machucar de novo, lidamos com o passado e com o futuro agora no presente. Curava e lhe escorria pelos olhos mais e mais e quando a dor foi passando, ficou sozinha no quarto, olhando as paredes, vendo o quanto sua fortaleza é de vidro, vendo o quanto é capaz de ir por terra cada palavra de orgulho mascarado que dizia ser forte, vendo enfim, que é humana e que chora e que tem medo do machucado sangrar novamente. Já não é mais uma criança, mas que bom seria se ainda lhe restasse aquela coragem toda que se tinha quando pequena, aquela coragem de arriscar e não lhe perguntar o que tem a perder. Quem sabe porque agora tem algo a perder, pelo menos a consciência lhe alerta. O mundo está pesado demais pra que lhe carregue nas costas, as marcas são fortes demais pra sair com maquiagem e um blush pra lhe dar mais alegria. As marcas ainda lhe fazem escorrer pelo rosto, a cicatriz não vai sumir, não vai deixar de ser aberta e se cortar de novo, mas não permita, menina, que o futuro seja baseado na cicatriz, se vier uma nova, aprenda, guarde, mas permita-se o risco de viver.

21 março, 2016

Nome

[...] cria-se então a forma, da-lhe um nome qualquer e vive! Nem todo sentimento tem nome.

Bate aqui na janela um vento frio de inverno, mais um outono chegando, mais sentimento vindo. Maísa, entre um cobertor e outro, tenta entender o que lhe faz não dormir...

23 novembro, 2015

Obrigada, você!

E a cada um que passa deixa um pouco do ser que é e leva um pouco do que tenho pra dar, uma entrega tênue, simples e sem cobrar nada em troca, é uma simples questão de estar, de sentir e de se doar.

Obrigada você, que me fez crescer forte e batalhadora, que ensinou tudo o que sou, que me ensinou cada princípio que sigo fielmente hoje.
Obrigada você, que ensinou que as vezes o gostar não é expressado com carinhos e demonstrações, mas que o simples fato de cuidar de mim, de criar, já é por si amor.
Obrigada você, que me fez perceber que eu poderia me arrumar mais, que eu deveria mudar pra melhor.
Obrigada você, que me fez trocar o traje  social pelo casual.
Obrigada você, que me fez perceber que preciso ter um hobbie em minha vida, algo que eu possa me dedicar e gostar.
Obrigada você, que disse que é melhor viver intensamente do que devagarinho.
Obrigada você, que me abriu os olhos sobre o quão meu jeito de criança poderia me atrapalhar algum dia.
Obrigada você, que me fez perceber que eu deveria ser mais mansa, mais branda e menos geniosa.
Obrigada você, que me ensinou o quanto enérgica fui.
Obrigada você, que me ensinou que posso sim chorar e que isso não é sinal de fraqueza.
Obrigada você, que me ensinou a lutar, mesmo doente e ser firme.
Obrigada você que me ensinou a gostar da arte, do teatro, da dança, embora hoje sinta muita falta disso.
Obrigada você, que me ensinou a importância de ser justo e honesto.
Obrigada você, que se afastou de mim.
Obrigada a você, que me fez crescer, através do sofrimento que me causou.
Obrigada a você, que num dia de sol, numa praça disse o que eu precisava ouvir e a palavra que trazia em sua missão, me atingiu e me curou.
Obrigada você, que me ensinou a ser mais alegre, que ensinou que ser irreverente é bacana.
Obrigada você, que me ensinou o gosto de viajar e me proporcionou o sabor de tirar o pé de onde é.
Obrigada você, que me ensinou a gostar de ensinar, sendo um exemplo de mestre.
Obrigada você, que me ajudou a segurar a barra naquele momento tão tão difícil.
Obrigada você, que não ajudou, assim te conheci melhor.
Obrigada você, que deu a dica pra escrever um blog.
Obrigada você, a você e a você, que por algum motivo pertence a minha vida, que por algum motivo levou um pouco de mim e deixou um pouco de ti, que nesse momento termina de ler o  texto, que nesse momento pensa em mim com carinho. Obrigada!

21 novembro, 2015

Escrevi mil textos

Escrevi mil textos, comecei, parei, joguei fora.
Comecei de novo (credo! desaprendi).
(e quase que esse se vai pro delete mais uma vez).

Gostar de quê? Sabe, me bateu uma pergunta que nunca soube responder, às vezes gosto de tudo e no final, não gosto de nada. Tão lindo quem tem um dom, quem sabe tudo sobre tal coisa, que "manja". Eu tão eu, tão ecléticamente rasoável, tão camaleão.
Afinal, você gosta de quê? Gosta de aventura, de colecionar, de pintar, bordar, cozinhar, cuidar de gatos? Eu gosto de tudo! Não tão tão especificamente, sacas? Procura-se o que fazer, nas minhas raras horas vagas...pra preencher o tempo entre a montanha de coisas pra fazer e as listas que esperam por um "tic" ali no aplicativo. Já sei, gosto é de fazer listas, rs.

Já é 21 de Novembro


[...] Ah, entre Julho e Novembro (quase Dezembro) muita coisa passou e há, se essa ponte pudesse falar das águas que rolaram. Águas muito boas eu diria, águas calmas e muito boas.

[...] Importante mesmo é estar cercado de quem se gosta, de quem de fato lhe faz bem. Nem que isso signifique três ou quatro amigos distantes e de um cachorro (ou gato, depende da sua preferência). Digo isso porque, tem pessoas que parece que não importa o tempo que se passe ainda continuam as mesmas, a mesma prosa, a mesma risada (ai que chichê!) Clichê que seja, é mais natural ordem das coisas.

05 julho, 2015

E o que é alegria?

E nesses dias normais, que um ser humano normal, tal qual eu sou, anda num ônibus, dá pra analisar muito bem o que é aquela coisa de ser feliz.
Vi um casal, esquisito, para os normais. (péra, quem é normal, quem é diferente). Ele, todo esquisito, ela mais ainda, os dois felizes. É isso.
Noutro dia, fui ao banco, um dia frio, bem frio. E na entrada um casal de hippies faziam colares de fitas coloridas, cantavam, sentados no canto da entrada do banco, como se ali fosse a melhor cama do mundo, no seu maior e mais possível aconchego.
E acho que existem hippies, mendigos, sozinhos, todo o tipo de gente feliz. Assim como existem milionários, donos de tudo, nadando na grana, também felizes. E gente como eu, como você, cada um com a porção de felicidade que tem, dando o máximo que pode pra aproveitar, se doando, sendo feliz onde e como quer que seja. Ah, pare então se se fazer de coitadinho e vá ser feliz, do modo que pode, do modo que dá. Joga fora aquela frase "mas quando eu..., e quando eu tiver...e quando vier..." Praxe dizer, que esse dia pode nem vir e ai você vai estar com cara de trouxa, com seus 87 anos, esperando o tal dia da grande felicidade, que rá, você não quis tentar enquanto você ainda não tinha, quando ainda não era, quando ainda não vinha. E o tempo passou e tudo continuou sendo igual. Vai vai vai...

[....] hoje o tempo voa amor, escorre pelas mãos!

28 junho, 2015

Maísa, da janela, naquele mundo novo

[...]Difícil mesmo é saber o que se quer da vida. Pra todo o resto, a vida vai levando...[...]

Maísa acordou bem, num dia frio como outro qualquer. Mudar-se para aquele pais não tinha sido uma escolha fácil, ainda mais pelo tamanho do frio que se passava por ali. Mas enfim, era uma escolha. E como todas as escolhas, tem os contras. O frio congelante era uma.
Saudade que dava dos frios lá do interior, não eram de doer os ossos, era só uma brisa, perto daquele frio todo que pairava ali dentro. 
Pensativa, olhava pela janela as pessoas indo e vindo logo ali abaixo. Sua janela dava pra rua principal do bairro, sorte foi encontrar lugar por ali. Tinha tudo por perto, remédios, comida, música e uma vodka quando lhe dava vontade. Mas voltando então ás janelas e as pessoas logo ali. Como quem tem todo o tempo do mundo pra viver, observava cada ser que ali passava, imaginava seus anseios, seus amores, seus temores.
Como cada ser humano é um só, é um universo dentro de si, é um acumulo de energia que faz viver, que é capaz de modificar o outro. E eram tantas, tão pequenas vistas dali de cima. Como uma sinfonia, iam e vinham...se esbarrando, olhando apressadas pro destino, pro ônibus que parava no ponto, pra mulher, pro homem.
No fim, Maísa pegou seu casaco pesado, calçou as botas e pegou a bolsa, cheia de afazeres que estavam por vir naquele dia frio, naquele mundo novo, naquele mundo de gente. Desceu as escadas e pouco tempo depois foi se tornar mais uma daquelas pessoas que via da janela. Mais uma, com seus medos, seus amores, olhando pro destino, correndo pegar o próximo ônibus.

14 junho, 2015

Expectativas





Tudo gira em torno da expectativa: se depender de você, deseje o máximo. Se depender de outro, melhor não desejar nada.
Melhor não desejar demais, melhor aquietar e esperar pouco. Quando vier, é lucro.
Mas no que depender de você, só de você, mete a cara e vai em frente, pra você: o melhor!

23 abril, 2015

Sobre os meios, metades, mornos...


Há quem diga que sou hora mulher, hora menina.
E muito embora tenha, ao longo da vida, colecionado histórias interessantes sobre como eu lido com algumas situações, tô bem, tô bastante bem agora. Talvez eu mude um dia, talvez seja rápido, talvez não, mas se conhecer melhor é o melhor remédio. Ando me conhecendo bastante, ando despertando, alguns "fleshes" de consciência vem se fazendo. E cara! Faz sentido!
Faz sentido entender alguns "porquês", faz sentido entender que seus "porquês" são assim e não "assado".
E como diria uma pessoa que passou por minha vida "Saia de perto das pessoas que não lhe deixam se conectar, com aquilo que de fato você é". Ando me desconectando...
No sentido de não querer mais que faça sentido. No sentido de que, se eu tenho vontade de algo e se há alguém ou algo atrapalhando essa vontade de se realizar, esse algo ou pessoa, não deve estar ali.
Nunca fui de gostar dos meios, metades, dos mornos. Sempre preferi o 80 ao 8. Até tive fases onde me contentava com a metade, com o meio lá meio cá, porque era o que eu queria fazer, porque era onde eu queria estar. E a vontade passou e a fase passou (ainda bem, porque metades não fazem inteiros).
E é melhor estar inteiro vazio do que metade cheio. Porque o metade cheio se convence de que aquela metade tá legal, tá bem.
- NÃO. Não pra mim.
Prefiro o inteiro vazio, se for pra escolher entre esses dois. Claro, quero sempre o cheio inteiro, transbordando, escorrendo, huhul! Mesmo que seja por pouco tempo, mesmo que seja breve, que seja cheio, que seja "de verdade".
Ultimamente tenho tirado os meios, metades e mornos da frente. Independente de quais coisas sejam, pra fazer acontecer, é preciso entrar de cabeça e sentir. E que bom se não gostar do que sentiu. Valeu a pena a tentativa, saímos bem, sabendo que o vazio é melhor do que esse todo cheio, mas aprendemos. E todos estamos aqui, nesta dimensão, pra aprender, experimentar, falhar, acertar...e eu, eu estou pra encontrar os cheios,os inteiros, os quentes.

07 março, 2015

Sobre as vontades

Já estamos em Março, quem diria.
Logo já é Natal novamente, as águas rolam e as coisas acontecem. O ciclo natural da vida se instala, pessoas vão, pessoas vem, pessoas aprendem e desaprendem, se afastam, se encaixam, se surpreendem...
E gente é gente, em qualquer lugar, todos complexos, todos diferentes e estranhos, diria. A cada dia que passa é um estágio, cada aprendizado, lição após lição..e um dia assim, nos demos conta que somos mais velhos do que imaginávamos, que até as dores começam a aparecer, que o pique já não é o mesmo e que o conhecimento cresce a cada dia.
Ouvi hoje na TV uma frase que dizia assim: "A juventude é desperdiçada com os jovens", não me recordo a autoria, mas é uma verdade. E se não formos rápidos o bastante pra aprender antes de envelhecermos, vamos perder nosso tempo em vão, usando o conhecimento lá no final dos tempos.
Por isso eu acredito no erro, no levantar de um tombo, na tentativa, naquela vontade doida de experimentar e de se jogar, caso tenha vontade. A vontade é algo maravilhoso, é um impulso, algo que vem da alma e que se for verdadeiro, se vier mesmo do interior, sem ser reflexo do ambiente ou incentivo de outras pessoas, se for vontade própria e genuína, vai e faz! Mete a cara e enfrenta, sente, se entrega. O máximo que pode acontecer é conhecer, é experimentar e não gostar, é saber que não é necessário...e o outro máximo, o positivo, é você se encontrar, é se completar, é ser um pouco mais feliz do que já é. 
De tudo aquilo que já fiz, as coisas que mais me deram prazer, foram aquelas que a vontade surgia espontânea e que realizei, as demais, eram puro praxe, eram rotina, cotidiano, que tem lá sua graça, mas não é tão bom quanto o o que vem, da alma.

02 janeiro, 2015

E em 2015?


Maísa não pulou sete ondinhas, nem fez simpatias de ano novo..
Naquele dia ela só desejou ficar naquela paz, naquele branco, naquela pureza, nada mais importava, o ano que se passou tinha sido ótimo! Coisas boas, projetos em andamento, projetos concluídos com sucesso, realizações e metas cumpridas, pessoas novas, amigos novos... Era um ano bom, mas o desejo era ainda de um próximo ano melhor, agora, um ano que ela dedicaria ao coração, ao voltar a cuidar dele, como a parte mais importante de todas, seria um ano bom, ela sabia disso.
Fez a lista de desejos pro próximo ano, detalhou bem cada um deles, agora tinha um ano todo pela frente pra buscar.
Engraçado como as prioridades mudam de um ano para o outro, como cada momento é um ensinamento e cada ensinamento, um crescimento, como cada pessoa pode ensinar alguma coisa, sendo na sua presença, ou na sua ausência.
Maísa prometeu ao coração, lhe dar mais atenção. Prometeu que seria sincera com seus sentimentos, que não guardaria mágoas. Que seria fiel aos sentimentos, que seguiria em frente, que tentaria ser mais paciente, que deixaria pra trás as coisas não tão boas e que estaria aberta para as novas coisas muito boas.
Maísa desejou forte, olhou pro céu, toda de branco e agradeceu ao 2014 maravilhoso que passou e pelo 2015, melhor ainda, que certamente virá.


Obrigada leitores do Ovo de Coruja, anônimos ou não, amigos ou desconhecidos, obrigada por passarem por aqui, desejo que Maísa tenha tocado o coração de vocês, da forma com que toca o meu, quando escrevo. Que seja mais um ano maravilhoso! Obrigada pelas 3.483 visualizações do blog! Fernanda Barros, autora e Maísa nas horas vagas.

13 novembro, 2014

Quando o "ser você" não existe.

Nunca vi frase mais mentirosa do que a "Seja você mesmo (a)", todos dizem, ninguém faz!
Ai pergunto:
- Posso ser eu mesma, MESMO?
Em qualquer lugar? Da forma que eu sou? Posso ser eu mesma ao falar o que eu penso, posso ser eu mesma ao agir da forma como eu acho que devo agir?
Ou eu preciso dançar conforme a música, ser cautelosa em determinadas situações, ser diferente de mim em outras, ser atriz em muitas?
Aquelas máscaras, que carregamos com a gente na mochila, desde pequenos, quando a mãe falava:
 - Oh, quando chegar fulano, você se comporte, viu! 
Nós ainda carregamos! Só que não é mais nossa mãe que fala, somos nós mesmos! (cruel, eu sei, cruel mesmo).
E vamos carregar pra sempre.
A sociedade toda imprime os padrões e nós, militarmente, repetimos e repetimos, até virarmos parte dela. De um jeito ou de outro, até os que dizem não seguir estes padrões. Experimente sair fora deles, experimente ser quem você é e a sociedade te engole, os amigos diminuem e você pode começar a ser chamado de "maluco".
Pois é.
Adianto aos que estão pensando que isso tudo ai em cima está relacionado a "respeito", que não! Porque há uma grande diferença em respeitar os outros...e ser respeitado somente por ser igual a todos, até o respeito que conseguimos é porque engolimos os sapos todos e nos igualamos a massa. Assim é mais fácil se camuflar, né não?
E que atire a primeira pedra quem não teve de "deixar de ser você" hoje mesmo. 
 
(atirei a minha pedra! Paafff!!!)

10 novembro, 2014

O encaixa das redes sociais

[...] Em um mundo bem próximo:

Vira...abaixa...Mais pra cá! Hum, não tá aparecendo muito...Agora vai!
- Flashhh!
Tá feita a foto pro perfil das redes sociais.
E é típico: cabelos escovados, sorriso forçado e é claro, os "peitos". Esse vira, abaixa só serve pra encaixar bem os peitos nas fotos, pra mostrar tudo o que deveria ser guardado.
O que mais acredito ser estranho é como as meninas "curtem" esse tipo de exibicionismo barato.
O rosto, o sorriso, ainda vá! Mas, me diga o motivo de espremer-se nas fotos pra caber tudo o que tem direito.
Ah, melhor, não me diga nada!


09 novembro, 2014

:)

E lá vem uma luz no fim desse túnel todo. Prometa-me não cegar-me!

Pensando alto


[...] Aí está aquele vendaval todo, te esperando na porta, pra te revirar inteira, como num liquidificador...só confusão e mais nada.

...Deitada na cama, pernas pro ar, cabeça nas nuvens. Maísa estava pensando...Aliás, pensar era o que ela realmente tinha feito nos últimos tempos, como um matemático maluco resolvendo um problema sem fim, era ela, pensando e tentando resolver "problemas sem fim".
Nada em particular, mas...os problemas que o mundo tem, não eram mesmo os problemas dela, mesmo que ainda sim, ela pensasse neles.
O que é mesmo, em comparação, o problema da água na Terra, ou a violência nas ruas, ou a doença de muitas pessoas...Não era nem sequer uma faísca de problema, era só uma coisa a se pensar.
Quanto mais se pensa, mais se enrola no pensar...
- Melhor parar de pensar, a cabeça já dói.

Algumas vezes não há solução pras questões da vida, às vezes elas se resolvem por si só, outras se desfazem, pra dar lugar a outras preocupações. Depende do tempo, da época...Nada dura pra sempre, nem as questões sem solução.

Contrata-se um bom matemático, que talvez saiba resolver essas questões da alma usando os números e as fórmulas...mas enquanto isso, Maísa pensa.