08 maio, 2017
As dez sensações de um vinho bom
Um dia comum, um vinho bom guardado, uma vontade de tomar...um pensamento "não, guarda pra uma ocasião especial.
Segunda sensação:
O mesmo dia comum, horas depois. Sensação de que é preciso tomar o vinho, afinal, todo dia é um dia especial. Mereço. Pego um pão.
Terceira sensação: Como é difícil (mesmo), usar o saca rolhas que nunca foi usado. Falta força, jeito, jeito e força.
Quarta sensação: Que raiva da droga da rolha que não sai nem com reza!!
Quinta sensação: Continua a luta, entra o alicate também, pra tirar os pedaços da rolha. Depois entra uma faca na jogada, pra empurrar para dentro do vinho, o resto da rolha.
Sexta sensação: Ufa!
Sétima sensação: O vinho bom, agora tem pedaços de rolha nele. Vamos usar uma última arma, a peneira.
Oitava sensação: Pronto! Vinho posto na taça, um pão caseiro...enfim, o momento mega especial chegou!
Nona sensação: O vinho bom, agora sem pedaços de rolha não é tão bom assim...não pro meu pobre paladar. Assim, é bom...mas nem tanto.
Décima sensação: Ainda bem que eu tentei abrir sozinha essa rolha entalada...e viva pros momentos especiais nas segundas feiras, depois de uma organizadinha na mansão e na vida. E viva os vinhos bons, pena que as rolhas são muito duronas.
22 dezembro, 2016
Mãos dadas
28 maio, 2016
O risco de viver
23 novembro, 2015
Obrigada, você!
E a cada um que passa deixa um pouco do ser que é e leva um pouco do que tenho pra dar, uma entrega tênue, simples e sem cobrar nada em troca, é uma simples questão de estar, de sentir e de se doar.
Obrigada você, que me fez crescer forte e batalhadora, que ensinou tudo o que sou, que me ensinou cada princípio que sigo fielmente hoje.
Obrigada você, que ensinou que as vezes o gostar não é expressado com carinhos e demonstrações, mas que o simples fato de cuidar de mim, de criar, já é por si amor.
Obrigada você, que me fez perceber que eu poderia me arrumar mais, que eu deveria mudar pra melhor.
Obrigada você, que me fez trocar o traje social pelo casual.
Obrigada você, que me fez perceber que preciso ter um hobbie em minha vida, algo que eu possa me dedicar e gostar.
Obrigada você, que disse que é melhor viver intensamente do que devagarinho.
Obrigada você, que me abriu os olhos sobre o quão meu jeito de criança poderia me atrapalhar algum dia.
Obrigada você, que me fez perceber que eu deveria ser mais mansa, mais branda e menos geniosa.
Obrigada você, que me ensinou o quanto enérgica fui.
Obrigada você, que me ensinou que posso sim chorar e que isso não é sinal de fraqueza.
Obrigada você, que me ensinou a lutar, mesmo doente e ser firme.
Obrigada você que me ensinou a gostar da arte, do teatro, da dança, embora hoje sinta muita falta disso.
Obrigada você, que me ensinou a importância de ser justo e honesto.
Obrigada você, que se afastou de mim.
Obrigada a você, que me fez crescer, através do sofrimento que me causou.
Obrigada a você, que num dia de sol, numa praça disse o que eu precisava ouvir e a palavra que trazia em sua missão, me atingiu e me curou.
Obrigada você, que me ensinou a ser mais alegre, que ensinou que ser irreverente é bacana.
Obrigada você, que me ensinou o gosto de viajar e me proporcionou o sabor de tirar o pé de onde é.
Obrigada você, que me ensinou a gostar de ensinar, sendo um exemplo de mestre.
Obrigada você, que me ajudou a segurar a barra naquele momento tão tão difícil.
Obrigada você, que não ajudou, assim te conheci melhor.
Obrigada você, que deu a dica pra escrever um blog.
Obrigada você, a você e a você, que por algum motivo pertence a minha vida, que por algum motivo levou um pouco de mim e deixou um pouco de ti, que nesse momento termina de ler o texto, que nesse momento pensa em mim com carinho. Obrigada!
05 julho, 2015
E o que é alegria?
Vi um casal, esquisito, para os normais. (péra, quem é normal, quem é diferente). Ele, todo esquisito, ela mais ainda, os dois felizes. É isso.
Noutro dia, fui ao banco, um dia frio, bem frio. E na entrada um casal de hippies faziam colares de fitas coloridas, cantavam, sentados no canto da entrada do banco, como se ali fosse a melhor cama do mundo, no seu maior e mais possível aconchego.
E acho que existem hippies, mendigos, sozinhos, todo o tipo de gente feliz. Assim como existem milionários, donos de tudo, nadando na grana, também felizes. E gente como eu, como você, cada um com a porção de felicidade que tem, dando o máximo que pode pra aproveitar, se doando, sendo feliz onde e como quer que seja. Ah, pare então se se fazer de coitadinho e vá ser feliz, do modo que pode, do modo que dá. Joga fora aquela frase "mas quando eu..., e quando eu tiver...e quando vier..." Praxe dizer, que esse dia pode nem vir e ai você vai estar com cara de trouxa, com seus 87 anos, esperando o tal dia da grande felicidade, que rá, você não quis tentar enquanto você ainda não tinha, quando ainda não era, quando ainda não vinha. E o tempo passou e tudo continuou sendo igual. Vai vai vai...
[....] hoje o tempo voa amor, escorre pelas mãos!
23 abril, 2015
Sobre os meios, metades, mornos...
07 março, 2015
Sobre as vontades
13 novembro, 2014
Quando o "ser você" não existe.
20 julho, 2014
E o longo prazo?
Maísa é uma caixinha de surpresas ambulante, estar em sua mente é algo inusitado e ao mesmo tempo espetacular, ela sonha com as coisas mais difíceis (e consegue), ela deseja algo diferente (e consegue), seu "poder" de perseguir aquilo que quer é bastante subliminar. Entendendo ou não, ela sempre consegue o que quer.
Agora Maísa estava dividida, eram dois momentos, dois sonhos e uma só vontade: o amor.
É, engraçado como as coisas mudam...e surpreendem.
Quando os anos foram se passando e as coisas acontecendo, Maísa foi se dando conta de que o que realmente importa são as pessoas, são os que te amam, são os relacionamentos. É impossível viver só.
E o que lhe aguarda, a longo prazo? Onde ela vai estar? O que vai decidir? O que vão decidir?
E a vida volta a tornar-se um emaranhado de perguntas, ainda sem respostas.
Maísa sempre pensava em como seria o amanhã, vivendo bem o presente pra construir um amanhã feliz. E em todos os aspectos de sua vida isso aconteceu, menos em um: no amor.
Somos nós que dizemos qual é o ápice pra "ser feliz", se não chegamos nesse ápice "não somos felizes", então, o que colocar como alvo?
Confuso?
É mesmo, Maísa é a moça mais confusa que já conheci, mas também é a mais interessante.
Mas, ela sempre vai torcer pro final feliz, independente de quantos muros vai ter que derrubar (e ela vai conseguir).
29 junho, 2014
Permita-se às oportunidades, só!
25 maio, 2014
Aqui e agora, qual o valor do presente?
10 novembro, 2013
Nó pra atar
Engraçado como tudo pode estar perfeito e mesmo assim, ainda falta um pedaço, falta o nó pra atar, falta a cereja do bolo.
Frases perfeitas, ternos e joias caras desfilando por aí... Vidas modernas, pessoas modernas, pensamentos rápidos e respostas certeiras, além do coração frio.
O mundo anda tão depressa... As coisas são tão mais importantes e a corrida por ser melhor nos afasta de sermos nós mesmos e de buscar quem seja nós também.
Abre os braços e espera. Alguém está vindo, alguém lhe espera, alguém sente falta desde pedaço e tem a outra ponta do laço que falta pra atar o nó.
22 setembro, 2013
Chuva e coisa nova
E como a chuva que cai lá fora, enchendo as calhas e as beiras das calçadas, transborda aqui dentro também algo bom.
Transborda uma alegria diferente, uma alegria misturada com surpresa, com um "quê" de algo novo e de desconhecido bom. E que brinde então à vida e a esse tal de destino, que vem, vira e mexe com tudo estava ali, escondido. Vem e tira o pó das coisas velhas, da poeira da casa, arruma as coisas no lugar e dá espaço pras coisas novas.
Então, senhor destino, pai das coisas boas, vem! Entra e abre as cortinas da casa nova, dá novas cores pras paredes cinza, deixa o vento entrar, bater e clarear tudo aquilo que havia de cinza aqui dentro.
09 junho, 2013
Se dê asas
07 janeiro, 2013
Vai ser feliz!
Ah, Maísa...
Sabe, quando a vida vai bem, vai calma, vai tranquila. As coisas se encaixam e tudo, até mesmo aqueles tombos que levei, enfim, me fazem rir.
Pois é, o vento parou e tudo se ajeita...É exatamente assim, como dizia a minha, a sua e todas as mães do mundo! Tudo, tudo se ajeita. Pensar que há tempos distantes não era tão assim, mas ops! Nem lembro mais! E vem a vida e te mostra novamente o caminho, o caminho do bom e do bem, te dá uma nova chance e uma nova página em branco novinha em folha...te dá uma responsabilidade do tamanho do mundo, mas tudo bem, afinal...nós crescemos! E os 20 já são quase 25 e estes já são quase 30 e assim vai, a coisa anda, minha filha! E anda rápido! E eu diria mais, a coisa corre! E se bobear, a gente dança...ou perde as oportunidades.
E essas, ah! Essas eu agarrei todas, até as oportunidades de me "esfolar", todinhas todinhas! Não que eu me orgulhe de todos arranhões, pois eles doeram. Mas me orgulho de algumas cicatrizes, não pela dor sentida mas pelo aprendizado.
Então, menina, vá! Viva este presente tão lindo que é um dia de 24 horinhas e dê o seu melhor, viva! Se estrepe, levante, pinte, dance e borde...mesmo que os seus dotes não sejam tão domésticos e você não seja a menina-moça-mulher mais prendada desse mundo, mas sei que você arrisca um crochê algumas vezes, que gostava de pintar, que se esbalda num salão de dança, que gosta de água, de céu e de tudo que é novo.
Então, menina-moça-mulher, vá viver! Vá ser feliz!
Maísa Loyen, sobre a vida.












